Ouvir Texto Stop

A Prefeitura Municipal de Palmeirópolis, por meio da Secretaria da Saúde e da Secretaria do Meio Ambiente, reforça a importância de prevenção às arboviroses nesse período de chuva bem como em tempos de pandemia. É necessário que a população deva manter os cuidados em dia para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, mosquito palha, transmissores de doenças como dengue, Zika Vírus e Chikungunya, e leishmaniose, como também desviar o transmissor da doença de chagas e o escorpião.

Os sintomas mais comuns da dengue são febre alta, dor no corpo (muscular e/ou articulações), dor de cabeça e atrás dos olhos, além de erupções na pele. Há ainda os “sinais de alarme”, como dor abdominal persistente, sinal de sangramento e tontura.

Outro mosquito que transmite doença é o mosquito palha, em que é o principal transmissor da leishmaniose. A forma mais comum nas Américas e no Brasil, no qual tivemos dois casos confirmado aqui em nosso município. Portanto, muita atenção quanto aos sintomas e a formas de evitar essa doença.

Os sintomas da leishmaniose são lesões na pele, que pode ser única ou múltiplas, com aspectos de úlceras de bordas elevadas e fundo granuloso, geralmente indolor. Também pode acometer as mucosas do nariz, boa e garganta. Quando atingem o nariz pode causar entupimentos e sangramentos, crostas e feridas, na garganta são dor ao engolir, rouquidão e tosse.

A principal forma de combater esses transmissores é a prevenção. Por isso, recomenda-se manter os quintais sempre limpos, e recolher objetos que possa acumular água, como pneus velhos, latas, recipientes plásticos, tampas de garrafas, copos descartáveis e até cascas de ovos, evite criação de galinhas na zona urbana.

As enfermidades causadas por esses vetores, está fortemente relacionado a má gestão dos resíduos sólidos. Portanto, é fundamental que seu lixo doméstico seja acondicionado em sacos plásticos bem fechados e descartado adequadamente, em depósitos fechados, é recomendável, também, a realização de podas de árvores em seus quintais.

Vale ressaltar que ao realizar as podas de árvores certifique o cronograma de coleta realizado pela Prefeitura Municipal, pois o que tem ocorrido muito na cidade é o acúmulo de galhada nos quintais ou calçadas, resultando, assim, em um criadouro para proliferação desses agentes transmissores de enfermidades.

Importante lembrar de outras doenças causadas por insetos, como a Doença de chagas, uma doença infecciosa causada por um parasita encontrado nas fezes do inseto barbeiro. Sua aparência, quando adulto, é de coloração amarronzada ou negra, muitas vezes com desenhos amarelos ou vermelhas no corpo e nas pernas.

A doença pode ser leve, causando inchaço e febre, ou pode durar muito tempo. Se não for tratada, pode causar insuficiência cardíaca congestiva.

Ainda não há vacina contra a doença de Chagas e sua incidência está diretamente relacionada às condições habitacionais, como manter a casa limpa, retirar ninhos de pássaros na casa, evitar permanência de animais e aves dentro de casa, telar as janelas, construção de galinheiros, chiqueiros, paióis com distância de 20 metros. Caso encontre um, comunique a vigilância epidemiológica e siga as suas orientações.

Outro fator preocupante são os escorpiões, visto que no verão, a multiplicação de escorpiões aumenta consideravelmente e, com ela, o número de acidentes envolvendo o animal. Vale destacar que com avanço do desmatamento os centros urbanos se tornaram propícios à reprodução do animal. Por isso, é importante saber como evitar o quadro e lidar com ele.

A prevenção é a melhor solução, portanto, mantenha seu quintal limpo sem lixo, coloque o lixo em sacos plásticos e fechá-los bem, limpe os ralos e caixas de gorduras, use botas e luvas para remover entulhos; sempre examinar roupas e calçados antes de vestir e verificar antes de dormir lençóis e embaixo da cama.

Caso você encontre um escorpião, entre em contato com a vigilância epidemiológica, se picado, procure imediatamente uma unidade de saúde.

São ações simples que ocupam poucos minutos do seu dia. Cada munícipe precisa reservar um tempo no seu dia para fiscalizar seu próprio quintal, eliminando recipientes que possam acumular água ou limpando-os frequentemente. Além disso, existem ‘venenos’ caseiros que eliminam a possibilidade de um criadouro, como detergente, água sanitária, cloro, sal grosso e qualquer produto que altere a composição química da água.

Ao conscientizar, e colocar em práticas essas recomendações, você previne que esses vetores tenham acesso a suas casas, minimizando o potencial de se multiplicar e propagar doenças pela cidade.